Você é Coach ou marqueteiro?

Nestes anos em que atuo como Coach tenho ouvido de colegas em início de carreira, uma pergunta recorrente: Como você consegue ter fila de espera? Você é Coach ou Marqueteiro?

Normalmente a pergunta é feita desta forma, com um leve toque depreciativo, pois temos usado o termo “marqueteiro” com mais frequência para o profissional de marketing político que ultimamente anda às voltas com a Justiça.

Pela minha formação familiar sempre tive como missão de vida auxiliar pessoas, tanto que, após os 50 anos de idade, atuar como Coach foi o caminho natural, afinal com uma longa vida executiva poderia auxiliar as pessoas com a experiencia adquirida, porém agora de uma maneira mais sistematizada e estruturada.

Costumeiramente costumo responder aquela pergunta explicando que nada mais faço do que aplicar na minha marca pessoal o que aprendi no mundo corporativo, talvez agora com muito mais trabalho e transpiração, pois não tenho mais o apoio dos diversos departamentos que tinha até então.

Após esta explicação costumo fazer uma metáfora que fazia na empresa e agora faço com meus coachees: se você fosse um produto em uma prateleira de um supermercado, ao lado de tantos produtos semelhantes, por qual motivo você seria escolhido? E continuo: O que me leva escolher um produto e não outro? Que características tem? É um produto conhecido? Tem referências? Que valores agrega ao produto? Qual o nível de exposição na mídia? Qual a sua identidade visual?

Qualquer profissional que consiga responder a estas perguntas de forma consciente e isenta de emoções, tem um material muito rico para melhorar o seu MKT share, bastando que ele crie estratégias e táticas para se fixar no mercado.

Atualmente, seja você um funcionário de uma empresa, seja um profissional liberal, a sua ascensão profissional está bastante relacionada a estes detalhes, pois em um mundo dinâmico como este em que vivemos, todos temos que implementar ações de marketing à nossa vida profissional ou pessoal.

Não quero abordar aqui a sua capacidade técnica e profissional, ela é fundamental. Desconheço atividades profissionais em que o indivíduo possa se descuidar da sua capacitação contínua, porém não basta você ser muito bom naquilo que faz, as pessoas precisam saber o que, onde e como você faz.

Milton já cantava: “Todo artista tem de ir aonde o povo está” (Nos Bailes da Vida). Uma das sugestões que costumo dar aos colegas novos é estar sempre em reuniões, lugares ou eventos onde seus possíveis coachees se encontram, ali sim, ser um pouco marqueteiro não fará mal para ninguém.

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